A estratégia continuará a informar e a acompanhar a evolução das políticas em todos os Estados-Membros da UE. As novas tecnologias, como a inteligência artificial, o aumento da conectividade e a realidade aumentada e virtual, provocarão uma mudança importante na forma como as crianças se envolvem e interagem na sociedade.
Foi também disponibilizada uma versão da Declaração sobre os Princípios Digitais adaptada às crianças, juntamente com o jogo online sobre princípios digitais, dirigido às crianças e aos adolescentes para que possam aprender sobre os seus direitos no mundo digital. É esta ideia que está na base do Regulamento EU KIDS ACT, uma nova proposta da Comissão Europeia que visa tornar o mundo em linha mais seguro para as crianças e os adolescentes. No âmbito da Estratégia Europeia para uma Internet Melhor para as Crianças (BIK+), promovida pela Comissão Europeia, encontram-se disponíveis vários inquéritos dirigidos a crianças e jovens, pais e encarregados de educação, docentes e outros profissionais da educação. A proposta exige que os serviços digitais sejam seguros desde a conceção e estabelece 15 anos como idade mínima para criar uma conta independente. A Estratégia europeia para uma Internet melhor para as crianças (BIK+), adotada em 11 de maio de 2022, garante que as crianças são protegidas, respeitadas e capacitadas em linha, em conformidade com os Princípios Digitais Europeus.
Em setembro de 2026, a Comissão adotou a proposta de regulamento relativo aos serviços de informação fundamental Superpix Cassino da UE – «A UE mantém os espaços digitais da Internet responsáveis e de confiança». Para complementar todas estas iniciativas, em fevereiro de 2026, a Comissão adotou um plano de ação contra o ciberassédio , respondendo a um número crescente de casos e às exigências de ação dos cidadãos e dos jovens. A sua principal tarefa é sensibilizar e promover a literacia digital entre os menores, os pais e os professores. A Comissão cofinancia centros «Internet mais segura» nos Estados-Membros (coordenados pela Insafe) e o portal «Internet melhor para as crianças», que constitui um ponto de entrada único para os recursos e a partilha de boas práticas em toda a Europa.
Embora a cooperação e o apoio da indústria e dos Estados-Membros sejam fundamentais para tornar estes planos uma realidade, a participação dos jovens continua a ser uma prioridade. O portal complementa o trabalho da rede cofinanciada pela UE de Centros para uma Internet mais Segura, que chega às crianças, aos pais e aos professores nos Estados-Membros e não só. Os menores podem ser expostos a conteúdos e comportamentos nocivos em linha, como o ciberassédio, o assédio sexual, a pornografia, a violência ou a automutilação. Passam cada vez mais tempo em linha — nas redes sociais, nos jogos em linha e nas aplicações móveis — muitas vezes sem a supervisão de adultos.